Archive for the ‘Business’ Category

postheadericon Algumas verdades sobre o mercado de trabalho – parte 2

Ontem, dei início a um texto sobre como desenrolam-se e como de fato são algumas coisas no trabalho, abordando a parte das entrevistas e seleções. Seguimos falando agora sobre o momento durante a sua jornada em uma organização, o emprego propriamente dito – ou como o empregador pode abordar tudo isso, ou talvez devesse.

Não leu o texto anterior? Leia primeiro!

 

O dia-a-dia no emprego

 

Ok, você finalmente venceu a maratona das entrevistas e conseguiu seu emprego! (Isso parece a narração naqueles “tutoriais” do Pateta, não?) Aqui ainda há pontos que podem ser usados na fase pré-emprego (a entrevista) e outros no dia-a-dia. Vejamos.

 

Uma coisa muito comum, mencionada horrendamente em excesso na tv e em publicações especializadas é sobre a sua vida virtual e sobre quanto ela fala sobre você. Que por exemplo, você não deve comentar no facebook ou orkut sobre o que você faz de reprovável. Dica número 1, “reprovável” é ter um orkut, uma vez que a empresa sabe que você tem orkut, não há nada de bom a esperar, exceto…

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postheadericon Algumas verdades sobre o mercado de trabalho – parte 1

Desde que se trabalha no mundo, fala-se e ouve-se conselhos de toda a sorte sobre como agir, da entrevista de seleção, ao dia-a-dia. E desde que a internet é algo que algumas (não todas) empresas costumam olhar, há ainda mais conselhos de conduta e etiqueta. Como bom revoltado que pensa de ladinho (tm EU), eu nunca gostei de muitos destes conselhos e concordo com a minoria sobre internet. Ao menos do ponto de vista prático, como selecionador e como empregado.

Além de ter atuado na área, gerido algumas pessoas e me graduado Bacharel em Administração (se você não tem um diploma, não se engane, não é grande coisa), eu gosto de analisar as pessoas do meu jeito, seu comportamento e a reação de terceiros. Eu tenho uma tocada a lá psicólogo barato e não graduado, mas acho realmente legal poder, ou pelo menos tentar “ler” as pessoas e seu modus operandi. Tudo isso me dá uma boa noção do que realmente acontece, e do que eu concordo, ou não.

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postheadericon Assinaturas e torturas: obrigado Editora Abril

Quatro meses sem publicações no Pensamento Lateral. Minha nossa é muito preciosismo! Ou ócio. Ou falta de motivação. Na verdade, não havia encontrado pauta relevante o suficiente (yep, preciosismo). Hoje eu volto com meus problemas pessoais que sempre dão dor de cabeça até nos leitores.

 

Aos 23 anos, posso confessar que sou um amante da leitura, mais, um viciado nas publicações periódicas, em especial as revistas. E como maior editora do país, não é difícil supor que já comprei e assinei diversas publicações da Editora Abril, que em conteúdo, usualmente não deixa a desejar. Contando publicações assinadas, bonificadas, compradas e até mesmo entregues por engano, já recebi Exame (que me auxiliou por vários semestres na faculdade, por sinal), Info Exame, Super, Vip, Playboy, Viagem e Turismo, Men’s Health, Veja (eu sei!), Caras (foi bônus, calmalá) e, até segunda-feira, quando recebi seu exemplar mais recente, Exame PME.

Foram, facilmente cerca de 10 anos como cliente, seja pagando, como ocorre atualmente e desde os últimos cinco anos, seja influenciando decisões de compra da minha família, o que ocorreu quando morava com meus pais. Influenciei, aliás, inúmeros colegas da faculdade de Administração a fazerem uma assinatura de Exame ou Exame PME, não posso reclamar do conteúdo, de fato, não posso.

Ocorre que, como todo ser humano que tem mais o que fazer, a vida não é só entretenimento e diversão. E geralmente meses se passam até que você perceba que aquelas revistas estão empilhando, algumas ainda no plástico em que foram entregues. E quando ocorre, geralmente cancelo a assinatura ou troco por uma de periodicidade maior, para que não acumulem e de fato eu possa aproveitar o que pago. Revistas não são como contratos de telefonia ou tv por assinatura, você cancela e pronto. Não há clausulas de fidelidade. Não há reclamações. Se a editora colaborar, você simplesmente paga o que deve, ou recebe o que tem direito, de acordo com seu método de pagamento. Pode ainda optar por receber mais algumas edições se assim lhe convier e é o que a editora prefere, pois não vai gastar lhe reembolsando.

Imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto.

Imagem ilustrativa de algumas revistas para colorir este texto.

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postheadericon Não, eu não tenho experiência com o “Mãe Joana 2.0”. E daí?

Há certo tempo deixei meu último ofício remunerado e estou desempregado prospectando ofertas pertinentes e/ou promissoras no mercado de mão-de-obra intelectual. E isso trás consigo, vantagens e desvantagens. Vantagem é ter mais tempo para você, para projetos paralelos, para blogar ás 4 da tarde de uma quarta-feira e até encarar uma prainha no meio da semana se eu quiser – afinal, morar em Floripa tinha que ter alguma vantagem. Desvantagem é menos dinheiro e algumas outras besteiras. Basicamente dinheiro, eu trabalho por dinheiro e não seja hipócrita de me ler enquanto pensa “ah eu gosto de trabalhar e busco auto-realização”. Eu me auto-realizo e satisfaço quando faço um bom churrasco, quando irrito gente ainda mais chata que eu, quando meto três numa noite, quando escrevo um bom post, quando sou reconhecido por N coisas que posso fazer, mas eu sei que estas coisas não vão pagar as compras do mercado ou o Sr. Barriga quando ele bater à minha porta. Então, antes de mais nada, eu trabalho por dinheiro, e as pessoinhas que trabalham com marketing e juram que o negócio serve para “satisfazer necessidades e desejos do público-alvo e organização, buscando uma relação ganha-ganha para ambas as partes e trálálá guaraná com rolha”, que paguem suas contas com um sorriso. Não sei seus credores, mas eu prefiro receber em espécie, transferência bancária ou PayPal.
Outra vantagem interessante é realmente ter (muito) tempo livre pra analisar coisas que você não perdia tempo pra olhar a um tempo atrás. E aí você vê diferente o caderno de empregos do jornal mais próximo ou da Catho on-line.
Primeiro: como tem vaga pra puta. Sério, se você é gostosa e passa fome ou decide roubar é porque é burra. Não estou mandando toda mulher necessitada virar puta, só estou dizendo que roubar não é exatamente falta de opção pra algumas – assim como homens podem jogar bolinhas no sinal ou se oferecer pra limpar um jardim, por exemplo. Compre um jornal qualquer, dois reais o Diário Catarinense, repleto de vagas para “acompanhantes para festas e eventos”. Mas claro, é proibido por lei anunciar esse tipo de trabalho, então eu finjo que não são vagas para putas. Se bem que aquele jornal já anunciou até “mulher com vírgula, diferenciada e disponível”…
When you see it...
Ok, mas aí você procura vagas pra sua área. Administração é o que estudo, me dou bem com quase tudo (mesmo), aí vejo desde vagas para auxiliar administrativo (leiam: peão de escritório/severino/faz tudo) à gerente financeiro, onde tenho mais experiência e até um certo mimo pela área.
E os anúncios são incríveis! Exemplo típico:

Auxiliar de recursos humanos
Cursando ensino superior ou formado em administração ou contábeis; boa desenvoltura com informática e digitação; habilidade com Windows¹ e pacote Office; experiência na área; domínio do sistema “orientador”²; facilidade de aprendizagem. (…)

¹ Não, ninguém que saiba mexer com informática compreende o complexo e randômico Windows. Todo mundo nasce operando BSD.
² Substitua pelo que quiser: Desbravador, CaféExpress5.0, PseudoPharma Plus, Érriagá Ágil, Navegante, Turista Master, Fuck-you-I-don’t-give-a-shit8.3, MSN Messenger Blocker, [insira o nome da sua mãe], tanto faz.
Raios, porque diabos você, empregador idiota, se importa tanto com um sistema escroto que só a sua lojinha de muambas possui? Você não quer um sujeito com facilidade de aprendizado, dinâmico e tudo mais? Então o sujeito que é muito melhor e tem muito mais experiência ou formação, não é capaz de assumir a sua vaga só porque ele nunca teve a “honra” de trabalhar com o sistema super legal que seu sobrinho “hacker” desenvolveu?
Mas não era pra ser, supostamente, alguém que aprende rápido?
Sério, eu não consigo fazer a ponte lógica entre isso. Aprendizado fácil, dinamismo e experiência num sistema que qualquer um pega as manhas e “domina” após 5 minutos fuçando. Se fosse Photoshop, Excel, SonyVegas, Corel, Access, entre outros programas realmente interessantes e mais complexos, tudo bem, justifica-se a experiência anterior, mas pra qualquer coisinha?
Depois eu tenho o desgosto de ver empresário metido a bem sucedido falando na mídia “ah emprego no mercado? Tem sim, não tem é pessoal qualificado.”
Claro…
FAMILY GUY: Stewie Griffin in FAMILY GUY on FOX. FAMILY GUY ™ & ©2006 TCFFC ALL RIGHTS RESERVED.  ©2006FOX BROADCASTING CO. CR:FOX

postheadericon Pós-venda sério? Sim, existe por aqui!

Praticamente comecei o Segunda Opinião criticando meia dúzia de empresas de comércio e serviços e quem me conhece acaba por presenciar ainda mais casos bizarros. Talvez eu volte a contar novos casos, ao menos quem não gosta de mim, se diverte, rá!
Mas quando o inverso é verdadeiro, me sinto obrigado a relatar da mesma forma. Um sabadão desses, já devia ser umas 23h e estava sem vontade de sair ou vontade de cozinhar algo decente. Olhei pra patroa, ela pra mim e… pizza!
Sabemos que pizza é unanimidade nacional, brasileiro ama uma pizza e não cansa de provar isso, reelegendo os mesmos safados representantes da cada dois anos (sim, dois anos, o jargão insiste nos quatro anos, mas bienalmente temos a obrigação do voto, só troca a esfera: municipal/federal-estadual/municipal/federal-estadual… entenderam, né?)

Após um tempo trocando de pizzaria e outro sem utilizar o serviço, resolvi voltar a pedir na Bella Pizza e uma rápida olhada nos meus contatos no MSN (Windows Live Messenger, eu sei, mas ainda não acostumamos a chamar de WLM) ajudou na escolha. Simples, como toda empresa que não parou no tempo, os caras estão na web, têm site com toda a carta de pizzas, massas, bebidas e o que mais quiserem pôr a venda. Da mesma forma, há alguém atendendo a um simples duplo clique no contato da pizzaria no programinha de jogar papo pro ar – e fazer negócios, no caso deles.

Chamei lá, dei “boa noite”, confirmei meu cadastro e fiz o pedido, seria pizza meia canadense ao creme e meia do Chico (não me perguntem porque diabos tem esse nome que remete à pescador no caso de Floripa, e à menstruação como cultura geral). Claro, a Coca-cola indispensável no pacote, a confirmação do prazo de entrega e um sóbrio “boa noite” para me despedir do indivíduo que me atendeu.
Ok, passam-se uns 45 minutos e o boy aparece aqui no prédio com meu pedido. Depois que ele entrega, recebe e se despede é que vou conferir a pizza (isso é um erro, aprendam comigo!), na verdade o intuito era abrir a caixa e sentir o aroma da coisa, que sempre me derruba. Só tinha um detalhe estranho, a pizza canadense estava perfeita, apesar da viagem de uns 10.000km ela resistiu inteira, já a metade do Chico estava um tanto quanto peculiar. Explico, “do Chico” é na prática: “molho de tomate fresco, mussarela, bacon, calabresa sem gordura (note a minha preocupação com alimentos saudáveis), ovos salpicados com parmesão e um leve toque de catupiry”. E o que eu vi era uma massa de queijo e pequenos pedaços de carne. “What the fuck?”, falei alto, sem entender. Manu veio conferir e disse o mesmo. Depois constatamos que provavelmente seria filé mignon.

Legal, alguns devem estar se perguntando porque pedi uma pizza mais barata, recebi uma pizza mais cara e acho ruim. Lógico! Não são os 4 a 6 reais de diferença que me fizeram não escolher a de filé, foi gosto pessoal e pelo menos naquele dia eu não queria exatamente filé mignon ao queijo.

Abri o MSN ainda confuso, aloprado para conferir o que veio no meu pedido, esperando um atendimento sem graça e safado, do tipo que sai de lado. Contei o ocorrido, o atendente me disse que o pedido estava correto e não houve erro de comunicação, ao menos entre nós. Bom, talvez na cozinha, talvez pelos sabores ficarem próximos na carta, o fato é que aconteceu e eu não estava satisfeito. Como fazia tempo que não pedia pizzas com a empresa, resolvi testar o “jogo de cintura” dos caras.

Questionei o que fariam e levantei da cadeira, fui colocar no Jon Stewart que àquela hora já começava na Sony. Não esperava um atendimento rápido e muito menos útil, quando sou surpreendido com “vamos enviar uma do sabor correto em tamanho menor, agora, tudo bem senhor?” Perguntei se teria que pagar algo a mais, a taxa de entrega, apresentar a pizza que tinham entregue aqui, esse tipo de coisa para que se certificassem que não era má fé, não, nem isso quiseram. Não pediram foto, nada. Simplesmente confiaram e mandaram isso aqui:

Pizza foto tirada no dia seguinte, no momento da entrega, a suculescência da coisa era absurda

Não vou dizer que o que fizeram era absurdo, mas me surpreendeu porque a maioria simplesmente diria “desculpe senhor, mas não podemos fazer nada, lamentamos, boa noite/block”. Não tenho meu próprio negócio, hoje, mas faria no mínimo isso. Ao invés de se mancharam e eu nunca mais comprar por lá, a Bella Pizza ganhou meu respeito, minha confiança como cliente e certamente uma boa propaganda boca-a-boca. Como crítica, só tenho a de que alguns queijos tornam suas pizzas muito salgadas – e não é sempre. Fora isso, não só o produto como o atendimento me conquistaram.
E considerando o nível de atendimento que vemos no Brasil corriqueiro, foi realmente uma boa surpresa. Neste final de semana vou pedir mais uma!

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