Archive for the ‘Comportamento’ Category

postheadericon Sobre mulheres e reparações

Muito se tem dito sobre reparações e compensações à certos grupos étnicos, sociais ou mesmo religiosos. No Brasil, o índio e o negro, só como exemplo rápido, são pegos como figura do ‘mais coitado entre os coitados’, recebem cotas nas faculdades (desimporta se o cidadão com mais melanina também possui mais dinheiro que o branquinho favelado), feriado próprio e outras benesses de necessidade questionável.

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postheadericon Criticar não é necessariamente falar mal

Já falei por aqui o quanto adoro o Twitter? Não apenas por ser uma ferramenta disponível em todo o lugar, que te conecta com amigos e desconhecidos (dá até certa nostalgia dos tempos do mIRC), mas também por tornar comum o antes inimaginável, como o contato com celebridades ou simples pessoas que apareceram no último jornal da manhã.

Ontem, mais uma odisséia do CQTeste me chamou a atenção, quando Rafael Cortez deu a segunda chance ao então lanterna da “competição”, Tony Kanaan. Como de costume, sempre há algum tipo de brincadeira, no caso da Geyse e qualquer mulher que passe por lá ele, claro, “galanteador” que é, facilitou. O divertido é que pra ela, nem muita simpatia, “reza braba” ou mesmo colinhas escarradas deram jeito. Então como pedido, a turma do programa resolveu dar sua segunda chance ao sujeito que tinha feito menos pontos entre todos, algo parecido com 135 abaixo de zero, não sei ao certo. Esta foi a performance do piloto:

É, menos 21. Kanaan não se sairia muito melhor que isso, pelo que pude analisar, o resultado mais favorável seria em torno de +80, nada longe disso. A “brincadeira” de Cortez desta vez foi atrapalhar, como ele também adora fazer com os homens, típico. Se estou reclamando desse estilo de defender as mulheres? Claro que não, jamais. Como eu reclamaria? Até porque, eu seria achincalhado como homossexual apenas por querer uma brincadeira mais justa. Oras, é sim uma brincadeira, mas a partir do momento que se estabelece regras, a brincadeira deveria ao menos seguí-las para o bem da própria. E claramente não foi o que aconteceu, o sujeito era atrapalhado a todo momento. Em certa questão, Cortez levou mais de 30 segundos apenas para ler seu enunciado… como assim?

Eu que simplesmente não achei justo, reclamei com o próprio. Falar pelas costas? Não é do meu feitio. O curioso é ter recebido o feedback, ainda que desinteressado, vejo que há vida inteligente do outro lado da linha.


  1. Raphael Corrêa
    Raph4 Faz parte da graça do CQC chamar convidado novamente só para sacaneá-lo, @cortezrafa? Vergonha aquele CQTeste :/
  2. Rafael Cortez
    cortezrafa @raph4: não fique com vergonha do quadro não… Fique com vergonha de vc, por não ter senso de humor e não saber rir de si mesmo…
  3. Raphael Corrêa
    Raph4 @cortezrafa rir de mim mesmo? Não seja um lamentável. Só acho que você sacaneia alguns e puxa o saco de outros e isso é ridículo.
  4. Raphael Corrêa
    Raph4 @cortezrafa vocês fazem um programa que se propõe a ser engraçado mas com nível de seriedade, e avacalham o sujeito que chega a dar raiva.
  5. Raphael Corrêa
    Raph4 @cortezrafa então são o que? Eu não sei rir de mim, e vocês são hipócritas. Grande. Só esperava mais.
  6. Rafael Cortez
    cortezrafa blz, @raph4. Critica anotada.
  7. Raphael Corrêa
    Raph4 @cortezrafa anotada e ignorada. Okay. Só anote também que eu gosto do programa e da turma. Critico pq esperava mais e melhor :)

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Viram? Crítica, resposta e feedback. Eu disse que esse tal de Twitter é fantástico. O que incomodou alguns foi o final do curto papo, disse que critiquei porque queria a melhoria do programa, que gostem ou não gostem, para mim é um dos poucos humorísticos que se salvam da TV aberta, junto com FuroMTV, Quinta Categoria (também da MTV) e mais alguns.

Depois da enxurrada de respostas de fãs e contrários ao contratado da Band, pude perceber claramente que as pessoas simplesmente não gostam de feedback. Poucos me entenderam, mas foi uma discussão proveitosa com todos que se dispuseram a levá-la a sério e entender meu propósito.

Eu não me levo a sério demais, e eu rio muito mais do que qualquer um imagina. Na verdade, rio mais que a normalidade dos seres humanos, mas eu nunca disse estar na média :)

Mas há uma coisa que eu admiro muito, e é a crítica (se você já leu uns dois artigos – acho o nome “post” muito vira-lata – por aqui, já está familiarizado), seja ela positiva ou negativa, desde que construtiva. Crítica não-construtiva é agressão, xingamento, baixo nível. Tudo o que critico, se critico, é porque dou a mínima, se eu não desse, não falaria, deixaria passar diante de meus olhos “e que se dane”. Mas não, eu prefiro falar o que vejo, se a crítica é negativa, releio e penso duas ou três vezes antes de sair falando, mas se for o caso, falo, por que me importo. Assim como se for positivo, falo, porque também me importo e acho que o sujeito ou empresa envolvida na ação merece o feedback adequado.

Eu não puxo sacos. Nunca puxei, nunca precisei. Se precisasse, talvez me daria mal e terminaria sem puxar o saco de ninguém. Para algumas pessoas é estratégia de sobrevivência – social, acadêmica ou profissional –, para mim, é apenas desprezível.

Se critiquei o sujeito por sua postura, foi no intuito de que ele aproveite isso de uma forma positiva. Como ele vai levar isso é uma decisão que ele tomará. O que importa é perceber que críticas não vem, necessariamente, para depreciar ninguém, assim como elogios não são exatamente puxação de saco, são apenas prova da admiração de alguém por algo bem feito.

postheadericon Se a vida te der limões, faça… um pomar!

Quando o caso da pobre aluna hostilizada em sua nobre universidade por vestir uma peça de vestuário fora dos padrões da moral e dos bons costumes, essencialmente para homens na faixa dos 18 aos 25 anos estourou na mídia eu demorei a me posicionar. De início, me recusei a acreditar que aquilo teria acontecido, mas a imprensa não parava, e depois eu vi na internet. Como a internet não mente, eu acreditei.

Então eu vi e revi o vídeo e tirei duas possíveis conclusões: ou Geyse Arruda (esse nome é tão isento que dói meus olhos, tratarei adiante como “a estudante” ou coisa que o valha para o bem de todos os leitores) subiu num palanque e xingou as mães de todos os estudantes momentos antes; ou a Uniban realmente é repleta de estudantes homossexuais do sexo masculino que tinham medo da concorrência. Sim, porque o tal “vestido polêmico", ao menos por aqui é tão normal quanto homens usando sunga na praia, na pior hipótese você não vê todos os dias, mas se ver, não vai sair dando paulada no coitado, eu acho.

Passado um tempo, a nuvem de matérias inúteis foi se dissipando (para encontrar o primeiro link acima, andei umas 15 páginas na busca pelo nome da tal universidade no G1) e eu pude assimilar melhor o ocorrido, que agora já é meio óbvio. O que provocou? Não sei, talvez os colegas da tal estudante sejam mesmo frescos, ou na ótica conspiratória da coisa, talvez a Uniban tenha armado todo o circo. Sim, junte uma instituição de ensino medíocre e uma aluna com certo retardo mental e beleza mediana (não vou chamá-la de capeta, mas quem acha aquilo gostosa, deve estar numa seca desgraçada) que jamais será algo na vida e você tem algum tipo de teoria parcialmente válida.

Coitadinha pra cá, coitadinha pra lá e o que sobra? Expulsão, o MEC reclamando, Unibanbi voltando atrás e ela fazendo cena com advogados. Já no dia seguinte ao ocorrido ela foi aos deliciosos programas da tarde. Passou pelo tal Geral do Brasil (Record?) e falou que era normal mexerem com ela, já que ela “é gostosíssima e mulher bonita sabe como é que é, né?” Naquele dia os hormônios da rapaziada deviam estar mais à flor da pele, pode ser. Ou não.

E então a moça começou a fazer suas limonadas. Dúzias de programas da tarde depois, inclusos alguns de fim de semana, um Casseta e Planeta, outros lixos que não tive o desprazer de assistir e agora um CQC e vemos o que sobra. Ontem ela fez sua aparição no CQTeste, o joguinho de perguntas mais furado da Terra e no qual ela conseguiu falhar miseravelmente.

Questionada em qual década teria sido inventada a mini saia, ela errou por uma, okay, perdoável. Depois o negócio começou a gerar um sentimento de vergonha alheia que quase me causou dor física. Principal metal fonte de energia nuclear? “Ah, não sei, metal metal!” Estado de São PauloUrânio, sua mula. Mas nada me assombrou tanto quanto esta cereja do bolo. Observe esta imagem ao lado. Você pode morar no Acre mas nem por isso vai deixar de reconhecer a bandeira do estado de São Paulo. E que frase há escrita na mesma? Pois é… “justiça e progresso”. Pra fechar ela mandou muito bem respondendo qual o maior planeta do Sistema Solar, acompanhem o vídeo.

Agora temos um panorama mais claro. Essa futura turismóloga é uma ameba e estes 15 minutos serão tudo o que ela pode ter na vida. O lado deprimente é que o aluno número um daquela instituição de ensino (?) possivelmente passará a vida anônimo e ganhando salários relativamente miseráveis. Aliás, se esse tipo de gente entra lá, possivelmente o melhor aluno de lá é pior que o pior de muitas outras. O que cai no vestibular deles? “Respire duas vezes”?

Fato é que ninguém está mais grato pela “humilhação” do que a própria “vítima”, e isso me remete a algo muito errado. E triste mesmo é saber quem são nossas celebridades, quem dá audiência, ainda que subcelebridades. Uma garota burra e não tão bonita assim, como se fosse a nova musa dos idiotas, outra que ganhou fama por meio de scripts no Twitter e um apresentador de tevê que vive de copiar formatos de outros programas e ainda passa por hipócrita… e ainda tem idiota que acredita no Brasil.

ATUALIZAÇÃO
Para constar, porque vi que não ficou exatamente claro, o ponto principal aqui se refere à “coitadinha” que no primeiro momento foi hostilizada e quis se passar por santa, depois terminou fazendo ceninha de oferecida em todos os cantos da mídia. Hipócrita.

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