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Rapha, o que é este tal eRepublik?
Muitos que me conhecem, sobretudo pela internet, já devem ter visto ao menos uma vez eu mencionar o eRepublik, seja twittando com sua hashtag ou apenas vendo o link do meu perfil no jogo em fóruns e outros sites.
Então, visando esclarecer um pouco mais sobre o “jogo” e possivelmente embasando algum post futuro, vai aí um breve resumo sobre a brincadeira – que talvez não seja tão breve assim. A grosso modo, e de uma forma que pouca gente entenderia, é comum se dizer “o eRepublik é um simulador sócio-econômico-político-militar”. Ok, e isso significa? Significa que você encarna uma persona que pode ser exatamente como você é, ou o seu oposto, tudo o que você não faria na vida real. A história se passa no “Novo Mundo” e, em tese, busca refazer a história da nossa civilização, do zero.
O jogo não depende de instalação e se passa via navegador, você só precisará de internet, não necessariamente rápida. E ao contrário da maioria dos jogos de navegador, este me surpreendeu e interessou, não fosse isso, não teria minha conta aberta há quase 18 meses. Mas sendo nesta plataforma, ele tem tantos gráficos como MafiaWars ou FarmVille, talvez menos. Não espere controlar bonequinhos que saem invadindo vilas e construindo reinados, como em Age of Empires, o jogo é muito no campo das idéias e socialização.
Lá você pode ser um político e dos bons, que não rouba e consegue sobreviver sem ser linchado por seus pares. Ou quase. Hoje há divisões para presidentes partidários, congressistas e presidentes dos países. Além de acertar políticas econômicas, os presidentes coordenam as estratégias militares, junto de seus Ministros da Defesa (repare o cargo de alto escalão, o jogo te faz sentir importante rapá, por todos os minutos que você está ali, apenas, mas enfim…) e outros assessores. Cada país estabelece como prefere administrar seu território, mas em geral há boa parte dos ministérios que há no mundo real, desde que aplicável às necessidades do jogo. Presidentes de partido controlam seu “time” e escolhem aqueles que concorrerão às vagas do Congresso, estes, por sua vez, propõem e votam leis importantes ao país, além de serem responsáveis por prover cidadania aos imigrantes que se mostrarem merecedores e até, se for o caso, mas em geral em última instância, propor o impeachment do Presidente da República.
Nota: o partido político do qual faço parte no jogo e sou um dos criadores, o PDB, Partido Democrata Brasileiro, não possui nenhuma relação ou laço ideológico com o partido de nome similar que existiu, existe ou existirá no mundo real. Mera coincidência. Portanto, não faça pré-julgamentos baseado nessa informação :)
Falei da parte militar? Pois é, como cidadão você tem o direito de treinar todo dia e ir
aumentando sua força gradualmente. Lutando em guerras, reais ou simuladas (que chamamos de war games), você acumula pontos para subir de patente, até chegar a máxima, o Field Marshal, que o configura entre os cidadãos (é assim que você é tratado em geral, pelo jogo) mais fortes e de certa forma importantes a países ou mesmo alguns grupos de mercenários que existem por lá. Macromilitarmente (finja que a palavra existe) falando, seu país conquista outros territórios e pode até riscar determinada nação do mapa quando a controlar por completo – e daí a importância dos militares mais fortes. Imagine a situação patético-hipotética de Portugal atacar nosso território e fincar uma bandeira em todos os quatro estados do sudeste? Pois é, complicado aceitar.
No setor econômico você pode basicamente trabalhar para as empresas disponíveis no jogo, onde ao trabalhar também aprimora sua produtividade em determinada área e recebe seu salário por isso. A alternativa é criar sua empresa, ou empresas, podendo possuir verdadeiras holdings e possuir seu pequeno império particular, com amigos em sociedade e até mesmo através de IPOs. Também é possível especular no mercado monetário e ainda em alguns bens acabados como casas, hospitais e sistemas de defesa.
E como não poderia faltar, há a imprensa. Oras, quem iria sacanear os políticos, por mais que eles tenham boas intenções? O jornalista exerce funções noticiosas de fato, relatando os últimos ocorridos mundo afora, denúncias contra eventuais jogadores trapaceiros (e lá os políticos são só a ponta do iceberg neste quesito), tutoriais para novatos (há centenas, talvez milhares de artigos no estilo deste, apenas mais focados), entretenimento, traduções de artigos interessantes vindos de outros lugares e o que vier à cabeça. Por alguns trocados virtuais (você pode conseguir este dinheiro trabalhando, conseguindo alguns objetivos ou comprando com dinheiro real – é, PROFIT!!) você cria seu jornal, escreve seus artigos e começa a corrida pela melhor informação, mais votos e comentários em seus artigos, além da medalha de Media Mogul, que você obtém ao conseguir cada milhar de assinantes.
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Há ainda novos módulos sendo implementados ou melhorados e a plataforma continua em constante expansão e evolução. Hoje, confesso que não sei o que ainda me faz jogar, mas a empolgação naquilo é bastante cíclica. Consegui vários objetivos e posso me considerar conhecido entre o nicho de jogadores – hoje, cerca de 10.500 no Brasil e quase 240 mil no mundo. Como todo jogo que envolve política, economia ou militares, sempre aparecem aqueles estudantes maconheiros de filosofia pra dar uma de Che ou de Hitler, mas esse tipo de chato não dura mundo e logo que se vê sozinho, cai fora.
Ah, se você reparou acima, o classifiquei como “jogo”, entre aspas mesmo. Particularmente acho complicado chamar o “eR” de jogo ou apenas de jogo, já que todo o desenrolar é bastante complexo e acaba trazendo ao participante experiências diferenciadas, para alguns a primeira experiência com a idéia de trabalhar (você de fato precisa comparecer todos os dias para cumprir algumas metas), entender melhor sobre política e economia na prática, acaba melhorando sua leitura e escrita, faz seus primeiros artigos, socializa. De certa forma vejo como um dos raríssimos MMOs que não te isola completamente, incluso os muitos amigos que ou conheci por lá.
A boa notícia aos brasileiros é que há pouco tempo foi lançada a versão do jogo totalmente (ou quase) em português, o que facilita a vida de muitos por lá. Se você não entrar na brincadeira, espero ao menos que este artigo tenha lhe ajudado na melhor compreensão sobre o que se trata.
Links recomendados
eRepublik Wiki;
Ajude o Brasil;
Fórum eRepublik na hardMOB;
Fórum oficial do Brasil;
Segunda Opinião via eRepublik, o meu jornal no Novo Mundo;
Crie sua conta no eRepublik (o referrer apenas indicará ao jogo que eu lhe orientei até lá, se quiser, crie sua conta diretamente no site, sem nada atrelado).
Google Wave: muito mais que uma marolinha, muito menos que um tsunami
Meses atrás o projeto foi divulgado, depois, um seletíssimo grupo composto principalmente de profissionais da área de mídia e tecnologia recebeu alguns convites e agora eles estão passando de mortais a mortais, ainda que escassos. O conceito básico já era conhecido até então, a integração de serviços como e-mail, trabalho colaborativo, interação multimídia nos mais diversos formatos, mensagens instantâneas e mais. Teoricamente, o uso do serviço fica limitado apenas por sua criatividade ou suas necessidades.
A impressão que passa ao ver o público em geral comentar a respeito, é de que o Google Wave chegou, e pelo menos por agora, apenas para confundir. No fim da semana passada o Diego Messeri, do excelente iPhoneApps, me enviou um convite – que chegou, pasmem, dois dias depois. Provavelmente o próprio atraso faça parte da estratégia googleana de deixar o público ainda mais afoito para conhecer o serviço. Eis que ele aparece, você abre, espera um mundo novo se deparar em frente aos seus olhos e depara-se com isso:
Aí você entende primeiramente o porque de tantas reações do tipo “ok, meu convite chegou, e agora?” Sua primeira referência básica será o layout batidão do Outlook e não é para menos: pastas e ações à parte superior esquerda, contatos logo abaixo, conteúdo das pastas ao centro e conteúdo das mensagens à direita.
E agora? Faça bom uso da mensagem de boas vindas que trás uns rápidos tutoriais para seus primeiros passos na ferramenta (vídeos inclusos) e o mais importante, faça bom uso dos contatos – como a imagem evidencia, você já começa com alguns contatos previamente adicionados, incluso seu “anfitrião”. A lista, provavelmente baseia-se nos contatos do Google que possuem o serviço habilitado, o meu veio com o próprio Messeri, Thiago Mobilon do Tecnoblog, Pedro “Respider” e o Diego Plentz que eu juro não lembrar de onde conheço…
Sim, pegue seu Orkut (argh), delete todos os seus miguxos e veja o que sobra dele. Nada. Talvez um nada que seja menos pior do que antes, mas isso é conceito pessoal. Como o Wave é venosamente cooperativo, ou você “surfa” com todo mundo, ou não tem onda.
Tem o que fazer? Lógico! Há um universo de possibilidades que pode-se aproveitar, seja para o trabalho de empresas “tradicionais”, discutir seu site com os parceiros ou mesmo se divertir criando verdadeiras waves puramente /b/ style (se você não sabe o que é o /b/, recomendo fortemente que não acesse do trabalho, vai por mim).
Vai vingar e ser um sucesso? Em partes isso já é uma realidade. A propaganda que acabou tornando-se viral graças aos sites de tecnologia, twitter e diversos fóruns de discussão, a ansiedade de todos para conseguir um convite e ao menos experimentar e os sucessivos dias como trending topic no Twitter mostram que o marketing está feito. Se o público vai aderir é outro papo. O Google tem uma média de 96% de sucesso em tudo o que põe a mão, o que não quer dizer que algumas coisas não falhem miseravelmente, há então uns 4% de chance de tudo desmoronar. Se eu acredito nisso? Não.
Na pior hipótese o serviço será “orkutizado” e utilizado para a parentada trocar receita de bolo, postar foto da laje e mostrar pra todo mundo super lançamentos como “Pedro, dá meu chip” e “El Mamut”. Mas eu não acho que essa turma vá aprender a usar o serviço direito, não tão cedo.
Um dos hits da semana no YouTube, diga-se de passagem, é a versão de Pulp Fiction trabalhada no Wave, ficou tão legal quanto ilustrativo para entender melhor o serviço.
Se realmente estiver conhecendo o serviço agora, recomendo também que assista a um dos melhores vídeos introdutórios ao serviço, com 15 dias básicas e essenciais para um uso mais prático, rápido e proveitoso:
E agora vem a parte triste: não, eu realmente não tenho convites por enquanto. Minha conta veio limpinha nesse aspecto.
Quando (e se) os receber, comunico aqui mesmo no blog ou twitter e encontro uma forma de distribuir ou sorteá-lo(s) aos interessados.




