Archive for the ‘Tecnologia’ Category

postheadericon E agora Google Docs? Microsoft Office Live

Na próxima segunda, inicia-se mais uma edição da Microsoft Worldwide Partner Conference (WPC), a ser realizada em New Orleans, USA. Nela, além da esperada “resposta ao Google Chrome OS”, do lançamento do novo Gazelle (os nomes vão melhorando, Natal, Morro, Gazelle…) e outros assuntos interessantíssimos, chega a hora da família Office voltar aos holofotes e mais, deve comparecer de vez à briga pelas aplicações voltadas à Web, e finalmente fazer frente ao Google Docs.
As aplicações disponibilizadas pela Google são leves e práticas, mas não se adéquam a todo tipo de trabalho. A verdade é que nós, usuários, é que precisamos nos adequar quando ficamos à mercê desse tipo de aplicação. Conseguimos criar e editar textos, planilhas e apresentações de forma bastante razoável, mas certamente não temos a sensação de estar, nem longe de uma suíte de aplicações para trabalho de verdade. Foi assim até agora.
A proposta da Microsoft é trazer o Office à Web integralmente, diferente da forma capada que temos em aplicações como o Google Docs. Não me entenda mal Docs, você ajuda e muito em momentos essenciais, mas compará-lo ao Microsoft Office é o mesmo que comparar um Fiat Uno a uma Ferrari qualquer. Ah, os dois são – teoricamente – produzidos pela mesma montadora (holding), mas um Uno não é “quase uma Ferrari”.
A verdade é que a computação em nuvem é o foco da empresa no momento, e disponibilizar decentemente aplicações como Word, Excel, PowerPoint e OneNote via navegador, disponibilizando um sistema proprietário para arquivamento do seu trabalho, que poderá ser continuado de qualquer lugar – via navegador ou programa instalado – me parece mais revolucionário que o Browser que iria reinventar a Web. Sim, a Google basicamente já fez algo assim, mas me parece que agora alguém veio para fazer bem feito. Se o projeto se concretizar e o peso da aplicação rodando via Web for bem aceito pelo mercado, certamente não será o fim do Docs, mas com certeza teremos uma drástica melhora no serviço, que ou evolui, ou perece.
Aliado a isto, no mesmo evento a empresa deve apresentar oficialmente os planos para o Office 2010 beta (yey! Pensei que tinham acabado com os betas!) e mais da campanha para o produto. Algumas screenshots do que seria a versão alpha do produto foram liberadas há um tempo. E belos vídeos da campanha, no melhor estilo hollywoodiano (misto com paródia), já circulam pela Web. Acompanhe os últimos lançados:
Fonte: NeoWin
Adaptação: este artigo foi originalmente escrito na última quinta-feira pelo autor deste blog para outro site e apenas adaptado para esta postagem.

postheadericon mIRC e WinRAR: Um modelo de licença, duas falhas

Primeiro: não eu não morri e não, o blog não acabou antes de começar direito. Semanas cheias, trabalho, faculdade, blá, blá e blá. Voltei. Vamos lá!

Quase tudo o que acontece no mundo gira em torno de uma premissa básica: lucro. Trabalhamos para ganhar dinheiro, é fato. Por mais que tenhamos, em alguns casos, apreço pelo ofício, precisamos de comida na mesa e uma porcaria que já nasce ultrapassada um iPhone no bolso.
Alguns adoram levantar o velho e errôneo ditado: “não sou relógio para trabalhar de graça”. De graça? Abre a caixa dele, arranca a pilha e joga pela janela pra ver quanto tempo mais ele trabalha sem ela.
Todo mundo tem uma intenção e uma motivação por trás do seu trabalho, que além da recompensa fiduciária pode ser auto-realização, reconhecimento, abrir portas para novos contatos e negócios (mais dinheiro), e por aí vai. Claro, sempre tem os babacas moderninhos do software livre, porém, nem sempre o projeto de liberdade que eles idealizaram sai como gostariam. Um exemplo?

Hoje fui avisado por um usuário de um projeto Open Source, que demorei três meses para construir, que uma empresa na Índia esta vendendo o projeto como um produto deles. E que eu ralei e publiquei lindamente com a idéia de código livre não ganhei nada. VDM

Além do open source, há inúmeras formas de distribuição de software, que passam desde o software proprietário comum, como o Windows, até o… hein? Prayware. Sim, você entendeu exatamente o mesmo que eu. Você deve rezar pelo criador do software. Provavelmente Deus ou algum santo próximo avisa o criador quando você tiver enviado suas orações e então você já pode chamar o programa de seu. Ou seja, eles fazem Deus de office-boy, depois não querem ir pro inferno. Huh.. teria sido melhor ficar sem as preces.

Um modelo específico de distribuição tem me chamado a atenção e não é de hoje. mIRC e WinRAR auto-definem-se como shareware, aquele tipo de licença em que você tem um tempo pra avaliar o produto e depois deve crackeá-lo comprá-lo. Mas eles são diferentes, em essência.
O mIRC te dá, em teoria, 30 dias para registrar o produto e o WinRAR 40. A princípio você não tem nenhuma perda de funcionalidade enquanto não o registrar. Até que inevitavelmente o prazo para registro expira, e então você deve obter o software original, geralmente adquirindo sua licença na web.
Na prática não muda nada. O mIRC só apresenta uma janelinha que te faz esperar 3 segundos antes de iniciar o programa pra te lembrar quantos dias você tem até expirar. Depois que esse prazo termina, ele passa a apresentar duas janelas. Uma avisando há quanto tempo expirou o seu período de testes e a segunda, com mais três segundos de espera, exibe uma foto do criador do programa, o Sr. Khaled e alguma mensagem que te dá vergonha alheia, porque o sujeito simplesmente implora pelo registro. No WinRAR, nem isso. A mesma janela que te avisa quantos dias faltam para o 40º, se converte em uma que avisa que o tempo já passou há X anos.
Segundo aqueles caras que adoram inventar nomes para os formatos de distribuição, isso se chama nagware, ou pra mim, bug-me-ware, já que a única diferença são os alertas que te enchem o saco, mas nem tanto assim.

Mas tudo bem, como sou um bom moço, de família nobre e boa criação, eu não costumo me apropriar do trabalho de alguém sem gratificá-lo devidamente. Ontem, quando abri o mIRC, programa que uso desde 1999 – vi que já era tempo e não custava pagar pela minha cópia que, falem o que quiser, continuo usando desde lá e aprecio muito mais que a porcaria do Live Messenger (aka MSN) -, fiquei com pena do tio Khaled e cliquei em “register”. “Ok, não custa nada, vamos ver”. Custa, e custa MUITO para o modelo de trabalho desses softwares.
20 dólares por um serviço que eu pago se quiser? Não me animei, não mesmo.
Aí lembrei do RAR e bateu a curiosidade sobre há quantas andava sua licença. Vou ao site do produto e me deparo com inacreditáveis 29 dólares, ou a bagatela de 39,95 se quiser com CD, numa caixinha e essas frescuras que só servem pra virar entulho na minha estante.

“Ok, você está pregando pirataria?” Não. Não estou, não gosto e costumo comprar e/ou registrar a grande maioria dos softwares de uso pessoal. Para uso profissional, então, registro até pensamento.
Estou falando do modelo de negócios que estas e muitas outras empresas e desenvolvedores usam. Se for pra deixar assim, adotem logo a postura de careware (estou me irritando com esses nomes estúpidos) e parem de fingir que são softwares proprietários.
No exemplo destes dois, por que alguém vai sair pagando de 20 a 40 dólares por algo que simplesmente não precisa? É realmente caridade pura.
Ok, fechar completamente a licença depois do prazo talvez não seja adequado a seu modelo, mas e com preços reduzidos? Preços melhores encorajam muito mais. 5 ou 10 dólares é um bom começo. Pra softwares que pouquíssima gente se importa em registrar, pode ser um grande avanço, visto que o aumento considerável do número de registros faz a diferença de preço abatido se pagar rapidinho.
Uma licença que obrigue o usuário a comprá-la, aliada a preços atrativos e honestos pode sim, ser uma estratégia de vendas muito melhor do que “por favor, passa 50 pratas pra cá, senão meus filhos passarão fome”.

Talvez isso explique porque muitos profissionais formados em áreas de tecnologia têm certa dificuldade para atingir cargos gerenciais por méritos próprios. Programam, criam e desenvolvem muito bem, mas o aspecto mercadológico deixa muito a desejar – a eles mesmos.

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