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U2: E então virá o terceiro show
Não, não estou falando da música de Bono e seus amigos biscoitos marotos (trocadalho cretino) da banda. Falo do show de horrores que tem se tornado essa (des)organização na venda de ingressos. Eu poderia fazer uma análise, criticar, dar xilique ou simplesmente fazer vocês rirem muito (sério, cliquem neste link).
Mas vou apenas falar o que acontece e o que vai acontecer, me divirto mais e não perco tempo chovendo no molhado. Read the rest of this entry »
Criticar não é necessariamente falar mal
Já falei por aqui o quanto adoro o Twitter? Não apenas por ser uma ferramenta disponível em todo o lugar, que te conecta com amigos e desconhecidos (dá até certa nostalgia dos tempos do mIRC), mas também por tornar comum o antes inimaginável, como o contato com celebridades ou simples pessoas que apareceram no último jornal da manhã.
Ontem, mais uma odisséia do CQTeste me chamou a atenção, quando Rafael Cortez deu a segunda chance ao então lanterna da “competição”, Tony Kanaan. Como de costume, sempre há algum tipo de brincadeira, no caso da Geyse e qualquer mulher que passe por lá ele, claro, “galanteador” que é, facilitou. O divertido é que pra ela, nem muita simpatia, “reza braba” ou mesmo colinhas escarradas deram jeito. Então como pedido, a turma do programa resolveu dar sua segunda chance ao sujeito que tinha feito menos pontos entre todos, algo parecido com 135 abaixo de zero, não sei ao certo. Esta foi a performance do piloto:
É, menos 21. Kanaan não se sairia muito melhor que isso, pelo que pude analisar, o resultado mais favorável seria em torno de +80, nada longe disso. A “brincadeira” de Cortez desta vez foi atrapalhar, como ele também adora fazer com os homens, típico. Se estou reclamando desse estilo de defender as mulheres? Claro que não, jamais. Como eu reclamaria? Até porque, eu seria achincalhado como homossexual apenas por querer uma brincadeira mais justa. Oras, é sim uma brincadeira, mas a partir do momento que se estabelece regras, a brincadeira deveria ao menos seguí-las para o bem da própria. E claramente não foi o que aconteceu, o sujeito era atrapalhado a todo momento. Em certa questão, Cortez levou mais de 30 segundos apenas para ler seu enunciado… como assim?
Eu que simplesmente não achei justo, reclamei com o próprio. Falar pelas costas? Não é do meu feitio. O curioso é ter recebido o feedback, ainda que desinteressado, vejo que há vida inteligente do outro lado da linha.
Raph4 Faz parte da graça do CQC chamar convidado novamente só para sacaneá-lo, @cortezrafa? Vergonha aquele CQTeste :/ cortezrafa @raph4: não fique com vergonha do quadro não… Fique com vergonha de vc, por não ter senso de humor e não saber rir de si mesmo… Raph4 @cortezrafa rir de mim mesmo? Não seja um lamentável. Só acho que você sacaneia alguns e puxa o saco de outros e isso é ridículo. Raph4 @cortezrafa vocês fazem um programa que se propõe a ser engraçado mas com nível de seriedade, e avacalham o sujeito que chega a dar raiva. Raph4 @cortezrafa então são o que? Eu não sei rir de mim, e vocês são hipócritas. Grande. Só esperava mais. cortezrafa blz, @raph4. Critica anotada. Raph4 @cortezrafa anotada e ignorada. Okay. Só anote também que eu gosto do programa e da turma. Critico pq esperava mais e melhor :)
– this quote was brought to you by quoteurl
Viram? Crítica, resposta e feedback. Eu disse que esse tal de Twitter é fantástico. O que incomodou alguns foi o final do curto papo, disse que critiquei porque queria a melhoria do programa, que gostem ou não gostem, para mim é um dos poucos humorísticos que se salvam da TV aberta, junto com FuroMTV, Quinta Categoria (também da MTV) e mais alguns.
Depois da enxurrada de respostas de fãs e contrários ao contratado da Band, pude perceber claramente que as pessoas simplesmente não gostam de feedback. Poucos me entenderam, mas foi uma discussão proveitosa com todos que se dispuseram a levá-la a sério e entender meu propósito.
Eu não me levo a sério demais, e eu rio muito mais do que qualquer um imagina. Na verdade, rio mais que a normalidade dos seres humanos, mas eu nunca disse estar na média :)
Mas há uma coisa que eu admiro muito, e é a crítica (se você já leu uns dois artigos – acho o nome “post” muito vira-lata – por aqui, já está familiarizado), seja ela positiva ou negativa, desde que construtiva. Crítica não-construtiva é agressão, xingamento, baixo nível. Tudo o que critico, se critico, é porque dou a mínima, se eu não desse, não falaria, deixaria passar diante de meus olhos “e que se dane”. Mas não, eu prefiro falar o que vejo, se a crítica é negativa, releio e penso duas ou três vezes antes de sair falando, mas se for o caso, falo, por que me importo. Assim como se for positivo, falo, porque também me importo e acho que o sujeito ou empresa envolvida na ação merece o feedback adequado.
Eu não puxo sacos. Nunca puxei, nunca precisei. Se precisasse, talvez me daria mal e terminaria sem puxar o saco de ninguém. Para algumas pessoas é estratégia de sobrevivência – social, acadêmica ou profissional –, para mim, é apenas desprezível.
Se critiquei o sujeito por sua postura, foi no intuito de que ele aproveite isso de uma forma positiva. Como ele vai levar isso é uma decisão que ele tomará. O que importa é perceber que críticas não vem, necessariamente, para depreciar ninguém, assim como elogios não são exatamente puxação de saco, são apenas prova da admiração de alguém por algo bem feito.
Se a vida te der limões, faça… um pomar!
Quando o caso da pobre aluna hostilizada em sua nobre universidade por vestir uma peça de vestuário fora dos padrões da moral e dos bons costumes, essencialmente para homens na faixa dos 18 aos 25 anos estourou na mídia eu demorei a me posicionar. De início, me recusei a acreditar que aquilo teria acontecido, mas a imprensa não parava, e depois eu vi na internet. Como a internet não mente, eu acreditei.
Então eu vi e revi o vídeo e tirei duas possíveis conclusões: ou Geyse Arruda (esse nome é tão isento que dói meus olhos, tratarei adiante como “a estudante” ou coisa que o valha para o bem de todos os leitores) subiu num palanque e xingou as mães de todos os estudantes momentos antes; ou a Uniban realmente é repleta de estudantes homossexuais do sexo masculino que tinham medo da concorrência. Sim, porque o tal “vestido polêmico", ao menos por aqui é tão normal quanto homens usando sunga na praia, na pior hipótese você não vê todos os dias, mas se ver, não vai sair dando paulada no coitado, eu acho.
Passado um tempo, a nuvem de matérias inúteis foi se dissipando (para encontrar o primeiro link acima, andei umas 15 páginas na busca pelo nome da tal universidade no G1) e eu pude assimilar melhor o ocorrido, que agora já é meio óbvio. O que provocou? Não sei, talvez os colegas da tal estudante sejam mesmo frescos, ou na ótica conspiratória da coisa, talvez a Uniban tenha armado todo o circo. Sim, junte uma instituição de ensino medíocre e uma aluna com certo retardo mental e beleza mediana (não vou chamá-la de capeta, mas quem acha aquilo gostosa, deve estar numa seca desgraçada) que jamais será algo na vida e você tem algum tipo de teoria parcialmente válida.
Coitadinha pra cá, coitadinha pra lá e o que sobra? Expulsão, o MEC reclamando, Unibanbi voltando atrás e ela fazendo cena com advogados. Já no dia seguinte ao ocorrido ela foi aos deliciosos programas da tarde. Passou pelo tal Geral do Brasil (Record?) e falou que era normal mexerem com ela, já que ela “é gostosíssima e mulher bonita sabe como é que é, né?” Naquele dia os hormônios da rapaziada deviam estar mais à flor da pele, pode ser. Ou não.
E então a moça começou a fazer suas limonadas. Dúzias de programas da tarde depois, inclusos alguns de fim de semana, um Casseta e Planeta, outros lixos que não tive o desprazer de assistir e agora um CQC e vemos o que sobra. Ontem ela fez sua aparição no CQTeste, o joguinho de perguntas mais furado da Terra e no qual ela conseguiu falhar miseravelmente.
Questionada em qual década teria sido inventada a mini saia, ela errou por uma, okay, perdoável. Depois o negócio começou a gerar um sentimento de vergonha alheia que quase me causou dor física. Principal metal fonte de energia nuclear? “Ah, não sei, metal metal!”
Urânio, sua mula. Mas nada me assombrou tanto quanto esta cereja do bolo. Observe esta imagem ao lado. Você pode morar no Acre mas nem por isso vai deixar de reconhecer a bandeira do estado de São Paulo. E que frase há escrita na mesma? Pois é… “justiça e progresso”. Pra fechar ela mandou muito bem respondendo qual o maior planeta do Sistema Solar, acompanhem o vídeo.
Agora temos um panorama mais claro. Essa futura turismóloga é uma ameba e estes 15 minutos serão tudo o que ela pode ter na vida. O lado deprimente é que o aluno número um daquela instituição de ensino (?) possivelmente passará a vida anônimo e ganhando salários relativamente miseráveis. Aliás, se esse tipo de gente entra lá, possivelmente o melhor aluno de lá é pior que o pior de muitas outras. O que cai no vestibular deles? “Respire duas vezes”?
Fato é que ninguém está mais grato pela “humilhação” do que a própria “vítima”, e isso me remete a algo muito errado. E triste mesmo é saber quem são nossas celebridades, quem dá audiência, ainda que subcelebridades. Uma garota burra e não tão bonita assim, como se fosse a nova musa dos idiotas, outra que ganhou fama por meio de scripts no Twitter e um apresentador de tevê que vive de copiar formatos de outros programas e ainda passa por hipócrita… e ainda tem idiota que acredita no Brasil.
ATUALIZAÇÃO
Para constar, porque vi que não ficou exatamente claro, o ponto principal aqui se refere à “coitadinha” que no primeiro momento foi hostilizada e quis se passar por santa, depois terminou fazendo ceninha de oferecida em todos os cantos da mídia. Hipócrita.
A experiência This Is It!
Na última segunda (2), aproveitei o feriadão e a oportunidade de morar numa cidade em que todos somem para passar o dia assando no carro e se ferrando no trânsito as praias em dias assim para finalmente assistir, junto da patroa, o aguardado “Michael Jackson’s: This is it”.
Com ingressos à venda desde 28 de setembro e os meus em casa desde a segunda quinzena de outubro, não vou negar que estava ansioso, sobretudo por ser fã do sujeito. E não, antes que perguntem, eu não acredito nos casinhos de pedofilia, nem no suposto tratamento para “desnegralizar”, fatos que a mídia em geral adorava para vender um ou outro jornaleco a mais.
Sobre o cinema em si, nada muito excepcional. Umas 20 ou 30 pessoas na sala e no máximo havia um povinho isento (tm Morróida) enchendo o saco com seus super modernos celulares com câmera de um mega… três retardados(as) resolveram tentar gravar o filme. Mais ou menos uma tentativa lamentável de fazer um TS ali dentro, claro, com um celular fuleiro nas mãos, sem bateria suficiente, sem um tripé e com todos os leds piscando e tirando minha atenção. Adivinha o que eu fiz? Fui falar com eles? Não, isso seria muito pessoal e sem graça, me cocei e levantei da cadeira, indo logo aloprar o segurança do cinema, “hey amigo, estão pirateando o filme lá dentro, vem ver”, o que rendeu no mínimo a cena da noite. Infelizmente ele não expulsou os idiotas dali (confesso que era minha intenção), mas não vi aqueles celulares sairem mais de bolso algum nem pra ver a hora hahaha.
Mas falando especificamente sobre o que seria esta turnê, meu ponto aqui, é que os olhos brilharam e todo fã de MJ, não, todo fã de música se emocionaria. Vê a imagem acima? Isso era parte dos ensaios da turnê que teria o mesmo nome do filme. Um Michael completamente diferente daquele que se via e que era mostrado nas tevês do mundo. E um profissionalismo absurdo, assustador, mesmo!
O filme, que é uma compilação de ensaios diversos para o verdadeiro espetáculo que viria, não fosse a fatalidade, te traz à mente a idéia de que qualquer show que você já foi, por mais grandioso e diferente que fosse, não seria nada perto deste. Praticamente cada música tinha cenário, montagens e efeitos especiais próprios – e eu não falo de qualquer peão “voando” pendurado numa corda e com duas asas de isopor nas costas. Ali, só efeitos hollywoodianos!
Aqui por exemplo, a entrada para Smooth Criminal. Thriller? Teria nova versão 3D, totalmente renovada e agora com efeitos dos anos 10, no more 80’s. E aí só melhora, há Jackson saindo de dentro de robô gigante (e perfeito), muito fogo no palco (eu teria traumas com fogo se fosse ele, Michael has cojones), luzes como em dia de show, fumaça, dançarinos, técnicos, todos trabalhando ao máximo, nos ensaios. Um profissionalismo assustador, de desafiar qualquer um de ter visto show melhor que o que a turma dele costumava chamar de ensaio.
Vale a pena também para conhecer o homem, o profissional, o perfeccionista que ensaiava à exaustão, reclamava ao primeiro deslize e exigia o máximo não só da equipe, mas de si mesmo. E quando entramos em músicas como Human Nature, ele passa a falar de sua relação com a natureza e toda a preocupação pessoal com isso. Outra celebridade que se preocupe com isso? Humm.. talvez um político e um músico irlandês, não muito mais que isso. E confesso que senti sinceridade naquelas palavras.
Vestuário também era coisa à parte. Como na primeira foto, ás vezes eles ensaiavam quase que de pijamas, conforto é essencial. E como nos shows, boa parte dos ensaios era em ritmo de… show, também nesse aspecto. Um show inesquecível com muita coisa bem feita, muita coisa legal e nova – e uma infeliz calça cegante, mas isso era menor.
Ontem dei uma volta no shopping e acabei me segurando para não assistir novamente caso houvessem ingressos. A mim, ficam duas certezas: o mundo perdeu o maior show jamais visto e eu vou atrás do Blu-Ray disso assim que sair em pré-venda.
Não é um filme. Não é um documentário. É uma grande experiência artística, pessoal e profissional, com música que poucos sabem fazer, se há quem faça.




