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postheadericon Inclusão digital e as compras on-line

Quando o Governo começou com os vários projetos de inclusão digital, já imaginávamos seus prós e contras. O contra foi a destruição do Orkut. Wait, eu gosto disso… e o favorável seria o maior acesso à informação (insira 300 abobrinhas governistas aqui…) e um provável aquecimento do mercado de compras na internet. Mais pessoas com acesso, mais potenciais consumidores, certo? Não exatamente.

O Jornal Hoje de ontem mostrou uma pesquisa que apresenta resultados no mínimo curiosos. A matéria você pode ver no vídeo abaixo, ou em texto clicando aqui.

A pesquisa, que buscava conhecer os hábitos deste “neo consumidor”, foi realizada com 5.500 pessoas em 11 países (amostragem discutível, diga-se de passagem), aqui no Brasil nas cidades de São Paulo, Recife e Porto Alegre. Acabaram constatando algo quase óbvio aqui na selva, o brasileiro ainda é o que menos compra on-line.

Compras On-line 92% simplesmente não compram pela internet, entretanto, 73% confiam na mesma suficientemente para utilizá-la como fonte de pesquisa de preços antes de ir ás lojas físicas. Tudo bem, cada um com seus hábitos, o que realmente incomoda são os motivos pelos quais esse povo não compra. Uma turma que em geral é crédula o bastante para repassar e-mails pra salvar uma menina ucraniana que sofreu queimaduras de 2º e 3º graus em 87% do corpo, já que a AOL doará US$0,05 para cada e-mail encaminhado, mas não confia no próprio computador, ou pior, prefere confiar num vendedor que nunca viu na vida e que geralmente sabe menos sobre o produto do que ela mesma. O sujeito apenas faz sinais positivos com a cabeça, aprovando e falando tudo o que o coitado quer ouvir.

Mas por que eles não compram? Vamos aos dados:
55% não gostam de passar dados bancários ou seu número de cartão pela internet. Claro, afinal o vendedor da Casas Bahia é honestíssimo e é muito mais fácil você ser roubado pelo seu computador em que você supostamente deveria saber o que há instalado, navegar seguramente e manter o sistema atualizado (come on, atualizar o sistema é a dica número um que vendedores trambiqueiros de informática dão para o usuário comum/tosco de computadores, além de comprar o anti-vírus gratuito que eles vendem, claro). Se fosse pra ter receio, eu teria muito mais do vendedor que some com meu cartão por 10 minutos, podendo copiar todos os dados ou mesmo cloná-lo, do que do sistema de sites como Submarino ou PayPal (indiscutivelmente mais seguro do que quase tudo, diga-se de passagem).

55% querem ver o produto e tocá-lo antes de comprar. Certo, a tangibilidade da coisa é válida, sobretudo para alguns itens que realmente dependem da sua avaliação, como uma tevê em que você precisa ver como são na prática a qualidade da imagem, contraste, ângulo de visão e outros aspectos. Ou um celular, para “brincar” um pouco com o sistema e sentir se atende a seus critérios, e principalmente itens de vestuário – estes eu confesso que nem eu compro muitos on-line, apenas raras peças que eu sei que servirão bem.
O problema é, você olha o preço on-line, vai conferir o produto pessoalmente e acaba comprando direto na loja física? Ca-ra-lho, a pessoa que faz isso é muito idiota. Eu faço minha pesquisa de preços de produtos pela web sim. Se for o caso visito lojas físicas, enrolo os vendedores para conhecer o produto “e qualquer coisa eu volto”. Acabo batendo o martelo na internet, que via de regra, tem os preços mais baixos. É difícil entender essa lógica? Aliás, relendo aqui, acabo por ver que também posso fazer isso com determinadas roupas e calçados. Se isso é ético e mimimi? Não ligo. O vendedor quer ganhar o dele, eu quero economizar o meu.

50% preferem falar com o vendedor. Sério, pra que? Você entra em qualquer boa loja on-line e encontra todas as especificações do produto por lá. Você entra na Casas Bahia (loja física) e pergunta, “essa tevê tem controle remoto?”, e o sujeito vai falar com o gerente e some por 10 minutos pra descobrir o óbvio. Do que você precisa, um abraço do vendedor? Ou só gosta de pagar mais caro e ajudar a sustentar a família de um estranho? Porque se for por isso, “oi, eu sou o Raphael, você mal me conhece e seu dinheiro é bem vindo, aqui estão os dados para depósito…”

48% se preocupam com as informações pessoais transmitidas pela internet. Aqui a gente revisita o primeiro tópico, como assim? Dar seu endereço, RG, CPF, renda, nome da bisavó e do cachorro pra um estranho que você acaba de conhecer é mais seguro do que incluir estes dados num sistema que dificilmente terá contato humano, fora endereço para a transportadora?

E fechando com estilo, a pesquisa ainda apontou que 42% dos brasileiros gostariam de receber mais spam informações sobre produtos no celular. Pelo amor…se a minha operadora começar a apelar eu jogo o chip na privada.

O lado bom, segundo o diretor da empresa responsável pela pesquisa, que aparece ao fim da matéria em vídeo, e com ele eu concordo, é de fato o consumidor buscar na internet a referência com outros consumidores (avaliação em sites, ReclameAqui, fóruns e etc.), checar se a propaganda dos produtos condiz com a realidade e até, em alguns casos checar preços em outras praças e mercados, o que ajuda na hora de barganhar com aquele vendedor que você adora conversar.

Mas de uma forma geral nota-se que o brasileiro ainda não compra, não sente segurança ou não entende como funciona. O básico medo de tentar, há pessoas que preferem chamar um técnico de informática (e pagar caro por isso) para instalar um programa ou fazer simples alterações no sistema porque morrem de medo de fuçar, gente que teme que o computador exploda ou saia correndo atrás, sei lá. Acho até que a entrada da Casas Bahia no mercado on-line é um bem geral à nação, já que eles se dão ao trabalho de explicar melhor e jogar publicidade na televisão, por exemplo, clamando seus consumidores a comprar on-line novos produtos usando o computador que buscaram lá.

À turma que vive do comércio on-line, resta torcer que a propaganda do Windows 7 surta algum efeito com aquele papo de “maior segurança”, nem que efeito placebo, mas que funcione. Apenas 8% da população com acesso à internet comprar na mesma é abaixo de patético, é lamentável.

Aliás, acho que esporadicamente vou lançar alguns posts no estilo shopping for dummies, se um leitor paraquedista cair aqui e isso ajudá-lo a entender melhor como certas coisas funcionam, então este blog já fez algo de útil. Mas não se preocupem, não será nem de longe meu foco por aqui.

postheadericon Se a vida te der limões, faça… um pomar!

Quando o caso da pobre aluna hostilizada em sua nobre universidade por vestir uma peça de vestuário fora dos padrões da moral e dos bons costumes, essencialmente para homens na faixa dos 18 aos 25 anos estourou na mídia eu demorei a me posicionar. De início, me recusei a acreditar que aquilo teria acontecido, mas a imprensa não parava, e depois eu vi na internet. Como a internet não mente, eu acreditei.

Então eu vi e revi o vídeo e tirei duas possíveis conclusões: ou Geyse Arruda (esse nome é tão isento que dói meus olhos, tratarei adiante como “a estudante” ou coisa que o valha para o bem de todos os leitores) subiu num palanque e xingou as mães de todos os estudantes momentos antes; ou a Uniban realmente é repleta de estudantes homossexuais do sexo masculino que tinham medo da concorrência. Sim, porque o tal “vestido polêmico", ao menos por aqui é tão normal quanto homens usando sunga na praia, na pior hipótese você não vê todos os dias, mas se ver, não vai sair dando paulada no coitado, eu acho.

Passado um tempo, a nuvem de matérias inúteis foi se dissipando (para encontrar o primeiro link acima, andei umas 15 páginas na busca pelo nome da tal universidade no G1) e eu pude assimilar melhor o ocorrido, que agora já é meio óbvio. O que provocou? Não sei, talvez os colegas da tal estudante sejam mesmo frescos, ou na ótica conspiratória da coisa, talvez a Uniban tenha armado todo o circo. Sim, junte uma instituição de ensino medíocre e uma aluna com certo retardo mental e beleza mediana (não vou chamá-la de capeta, mas quem acha aquilo gostosa, deve estar numa seca desgraçada) que jamais será algo na vida e você tem algum tipo de teoria parcialmente válida.

Coitadinha pra cá, coitadinha pra lá e o que sobra? Expulsão, o MEC reclamando, Unibanbi voltando atrás e ela fazendo cena com advogados. Já no dia seguinte ao ocorrido ela foi aos deliciosos programas da tarde. Passou pelo tal Geral do Brasil (Record?) e falou que era normal mexerem com ela, já que ela “é gostosíssima e mulher bonita sabe como é que é, né?” Naquele dia os hormônios da rapaziada deviam estar mais à flor da pele, pode ser. Ou não.

E então a moça começou a fazer suas limonadas. Dúzias de programas da tarde depois, inclusos alguns de fim de semana, um Casseta e Planeta, outros lixos que não tive o desprazer de assistir e agora um CQC e vemos o que sobra. Ontem ela fez sua aparição no CQTeste, o joguinho de perguntas mais furado da Terra e no qual ela conseguiu falhar miseravelmente.

Questionada em qual década teria sido inventada a mini saia, ela errou por uma, okay, perdoável. Depois o negócio começou a gerar um sentimento de vergonha alheia que quase me causou dor física. Principal metal fonte de energia nuclear? “Ah, não sei, metal metal!” Estado de São PauloUrânio, sua mula. Mas nada me assombrou tanto quanto esta cereja do bolo. Observe esta imagem ao lado. Você pode morar no Acre mas nem por isso vai deixar de reconhecer a bandeira do estado de São Paulo. E que frase há escrita na mesma? Pois é… “justiça e progresso”. Pra fechar ela mandou muito bem respondendo qual o maior planeta do Sistema Solar, acompanhem o vídeo.

Agora temos um panorama mais claro. Essa futura turismóloga é uma ameba e estes 15 minutos serão tudo o que ela pode ter na vida. O lado deprimente é que o aluno número um daquela instituição de ensino (?) possivelmente passará a vida anônimo e ganhando salários relativamente miseráveis. Aliás, se esse tipo de gente entra lá, possivelmente o melhor aluno de lá é pior que o pior de muitas outras. O que cai no vestibular deles? “Respire duas vezes”?

Fato é que ninguém está mais grato pela “humilhação” do que a própria “vítima”, e isso me remete a algo muito errado. E triste mesmo é saber quem são nossas celebridades, quem dá audiência, ainda que subcelebridades. Uma garota burra e não tão bonita assim, como se fosse a nova musa dos idiotas, outra que ganhou fama por meio de scripts no Twitter e um apresentador de tevê que vive de copiar formatos de outros programas e ainda passa por hipócrita… e ainda tem idiota que acredita no Brasil.

ATUALIZAÇÃO
Para constar, porque vi que não ficou exatamente claro, o ponto principal aqui se refere à “coitadinha” que no primeiro momento foi hostilizada e quis se passar por santa, depois terminou fazendo ceninha de oferecida em todos os cantos da mídia. Hipócrita.

postheadericon A experiência This Is It!

Na última segunda (2), aproveitei o feriadão e a oportunidade de morar numa cidade em que todos somem para passar o dia assando no carro e se ferrando no trânsito as praias em dias assim para finalmente assistir, junto da patroa, o aguardado “Michael Jackson’s: This is it”.

Com ingressos à venda desde 28 de setembro e os meus em casa desde a segunda quinzena de outubro, não vou negar que estava ansioso, sobretudo por ser fã do sujeito. E não, antes que perguntem, eu não acredito nos casinhos de pedofilia, nem no suposto tratamento para “desnegralizar”, fatos que a mídia em geral adorava para vender um ou outro jornaleco a mais.

Sobre o cinema em si, nada muito excepcional. Umas 20 ou 30 pessoas na sala e no máximo havia um povinho isento (tm Morróida) enchendo o saco com seus super modernos celulares com câmera de um mega… três retardados(as) resolveram tentar gravar o filme. Mais ou menos uma tentativa lamentável de fazer um TS ali dentro, claro, com um celular fuleiro nas mãos, sem bateria suficiente, sem um tripé e com todos os leds piscando e tirando minha atenção. Adivinha o que eu fiz? Fui falar com eles? Não, isso seria muito pessoal e sem graça, me cocei e levantei da cadeira, indo logo aloprar o segurança do cinema, “hey amigo, estão pirateando o filme lá dentro, vem ver”, o que rendeu no mínimo a cena da noite. Infelizmente ele não expulsou os idiotas dali (confesso que era minha intenção), mas não vi aqueles celulares sairem mais de bolso algum nem pra ver a hora hahaha.

Cena de MJ's This is It
Mas falando especificamente sobre o que seria esta turnê, meu ponto aqui, é que os olhos brilharam e todo fã de MJ, não, todo fã de música se emocionaria. Vê a imagem acima? Isso era parte dos ensaios da turnê que teria o mesmo nome do filme. Um Michael completamente diferente daquele que se via e que era mostrado nas tevês do mundo. E um profissionalismo absurdo, assustador, mesmo!

O filme, que é uma compilação de ensaios diversos para o verdadeiro espetáculo que viria, não fosse a fatalidade, te traz à mente a idéia de que qualquer show que você já foi, por mais grandioso e diferente que fosse, não seria nada perto deste. Praticamente cada música tinha cenário, montagens e efeitos especiais próprios – e eu não falo de qualquer peão “voando” pendurado numa corda e com duas asas de isopor nas costas. Ali, só efeitos hollywoodianos!

shot_tii 

Aqui por exemplo, a entrada para Smooth Criminal. Thriller? Teria nova versão 3D, totalmente renovada e agora com efeitos dos anos 10, no more 80’s. E aí só melhora, há Jackson saindo de dentro de robô gigante (e perfeito), muito fogo no palco (eu teria traumas com fogo se fosse ele, Michael has cojones), luzes como em dia de show, fumaça, dançarinos, técnicos, todos trabalhando ao máximo, nos ensaios. Um profissionalismo assustador, de desafiar qualquer um de ter visto show melhor que o que a turma dele costumava chamar de ensaio.

Vale a pena também para conhecer o homem, o profissional, o perfeccionista que ensaiava à exaustão, reclamava ao primeiro deslize e exigia o máximo não só da equipe, mas de si mesmo. E quando entramos em músicas como Human Nature, ele passa a falar de sua relação com a natureza e toda a preocupação pessoal com isso. Outra celebridade que se preocupe com isso? Humm.. talvez um político e um músico irlandês, não muito mais que isso. E confesso que senti sinceridade naquelas palavras.

Vestuário também era coisa à parte. Como na primeira foto, ás vezes eles ensaiavam quase que de pijamas, conforto é essencial. E como nos shows, boa parte dos ensaios era em ritmo de… show, também nesse aspecto. Um show inesquecível com muita coisa bem feita, muita coisa legal e nova – e uma infeliz calça cegante, mas isso era menor.

Ontem dei uma volta no shopping e acabei me segurando para não assistir novamente caso houvessem ingressos. A mim, ficam duas certezas: o mundo perdeu o maior show jamais visto e eu vou atrás do Blu-Ray disso assim que sair em pré-venda.
Não é um filme. Não é um documentário. É uma grande experiência artística, pessoal e profissional, com música que poucos sabem fazer, se há quem faça.

postheadericon Google Wave: muito mais que uma marolinha, muito menos que um tsunami

Google Wave

Meses atrás o projeto foi divulgado, depois, um seletíssimo grupo composto principalmente de profissionais da área de mídia e tecnologia recebeu alguns convites e agora eles estão passando de mortais a mortais, ainda que escassos. O conceito básico já era conhecido até então, a integração de serviços como e-mail, trabalho colaborativo, interação multimídia nos mais diversos formatos, mensagens instantâneas e mais. Teoricamente, o uso do serviço fica limitado apenas por sua criatividade ou suas necessidades.

A impressão que passa ao ver o público em geral comentar a respeito, é de que o Google Wave chegou, e pelo menos por agora, apenas para confundir. No fim da semana passada o Diego Messeri, do excelente iPhoneApps, me enviou um convite – que chegou, pasmem, dois dias depois. Provavelmente o próprio atraso faça parte da estratégia googleana de deixar o público ainda mais afoito para conhecer o serviço. Eis que ele aparece, você abre, espera um mundo novo se deparar em frente aos seus olhos e depara-se com isso:

Google Wave na primeira visualização

Aí você entende primeiramente o porque de tantas reações do tipo “ok, meu convite chegou, e agora?” Sua primeira referência básica será o layout batidão do Outlook e não é para menos: pastas e ações à parte superior esquerda, contatos logo abaixo, conteúdo das pastas ao centro e conteúdo das mensagens à direita.
E agora? Faça bom uso da mensagem de boas vindas que trás uns rápidos tutoriais para seus primeiros passos na ferramenta (vídeos inclusos) e o mais importante, faça bom uso dos contatos – como a imagem evidencia, você já começa com alguns contatos previamente adicionados, incluso seu “anfitrião”. A lista, provavelmente baseia-se nos contatos do Google que possuem o serviço habilitado, o meu veio com o próprio Messeri, Thiago Mobilon do Tecnoblog, Pedro “Respider” e o Diego Plentz que eu juro não lembrar de onde conheço…
Sim, pegue seu Orkut (argh), delete todos os seus miguxos e veja o que sobra dele. Nada. Talvez um nada que seja menos pior do que antes, mas isso é conceito pessoal. Como o Wave é venosamente cooperativo, ou você “surfa” com todo mundo, ou não tem onda.

Tem o que fazer? Lógico! Há um universo de possibilidades que pode-se aproveitar, seja para o trabalho de empresas “tradicionais”, discutir seu site com os parceiros ou mesmo se divertir criando verdadeiras waves puramente /b/ style (se você não sabe o que é o /b/, recomendo fortemente que não acesse do trabalho, vai por mim).
Vai vingar e ser um sucesso? Em partes isso já é uma realidade. A propaganda que acabou tornando-se viral graças aos sites de tecnologia, twitter e diversos fóruns de discussão, a ansiedade de todos para conseguir um convite e ao menos experimentar e os sucessivos dias como trending topic no Twitter mostram que o marketing está feito. Se o público vai aderir é outro papo. O Google tem uma média de 96% de sucesso em tudo o que põe a mão, o que não quer dizer que algumas coisas não falhem miseravelmente, há então uns 4% de chance de tudo desmoronar. Se eu acredito nisso? Não.
Na pior hipótese o serviço será “orkutizado” e utilizado para a parentada trocar receita de bolo, postar foto da laje e mostrar pra todo mundo super lançamentos como “Pedro, dá meu chip” e “El Mamut”. Mas eu não acho que essa turma vá aprender a usar o serviço direito, não tão cedo.

Um dos hits da semana no YouTube, diga-se de passagem, é a versão de Pulp Fiction trabalhada no Wave, ficou tão legal quanto ilustrativo para entender melhor o serviço.

Se realmente estiver conhecendo o serviço agora, recomendo também que assista a um dos melhores vídeos introdutórios ao serviço, com 15 dias básicas e essenciais para um uso mais prático, rápido e proveitoso:

E agora vem a parte triste: não, eu realmente não tenho convites por enquanto. Minha conta veio limpinha nesse aspecto.
Quando (e se) os receber, comunico aqui mesmo no blog ou twitter e encontro uma forma de distribuir ou sorteá-lo(s) aos interessados.

postheadericon Não, eu não tenho experiência com o “Mãe Joana 2.0”. E daí?

Há certo tempo deixei meu último ofício remunerado e estou desempregado prospectando ofertas pertinentes e/ou promissoras no mercado de mão-de-obra intelectual. E isso trás consigo, vantagens e desvantagens. Vantagem é ter mais tempo para você, para projetos paralelos, para blogar ás 4 da tarde de uma quarta-feira e até encarar uma prainha no meio da semana se eu quiser – afinal, morar em Floripa tinha que ter alguma vantagem. Desvantagem é menos dinheiro e algumas outras besteiras. Basicamente dinheiro, eu trabalho por dinheiro e não seja hipócrita de me ler enquanto pensa “ah eu gosto de trabalhar e busco auto-realização”. Eu me auto-realizo e satisfaço quando faço um bom churrasco, quando irrito gente ainda mais chata que eu, quando meto três numa noite, quando escrevo um bom post, quando sou reconhecido por N coisas que posso fazer, mas eu sei que estas coisas não vão pagar as compras do mercado ou o Sr. Barriga quando ele bater à minha porta. Então, antes de mais nada, eu trabalho por dinheiro, e as pessoinhas que trabalham com marketing e juram que o negócio serve para “satisfazer necessidades e desejos do público-alvo e organização, buscando uma relação ganha-ganha para ambas as partes e trálálá guaraná com rolha”, que paguem suas contas com um sorriso. Não sei seus credores, mas eu prefiro receber em espécie, transferência bancária ou PayPal.
Outra vantagem interessante é realmente ter (muito) tempo livre pra analisar coisas que você não perdia tempo pra olhar a um tempo atrás. E aí você vê diferente o caderno de empregos do jornal mais próximo ou da Catho on-line.
Primeiro: como tem vaga pra puta. Sério, se você é gostosa e passa fome ou decide roubar é porque é burra. Não estou mandando toda mulher necessitada virar puta, só estou dizendo que roubar não é exatamente falta de opção pra algumas – assim como homens podem jogar bolinhas no sinal ou se oferecer pra limpar um jardim, por exemplo. Compre um jornal qualquer, dois reais o Diário Catarinense, repleto de vagas para “acompanhantes para festas e eventos”. Mas claro, é proibido por lei anunciar esse tipo de trabalho, então eu finjo que não são vagas para putas. Se bem que aquele jornal já anunciou até “mulher com vírgula, diferenciada e disponível”…
When you see it...
Ok, mas aí você procura vagas pra sua área. Administração é o que estudo, me dou bem com quase tudo (mesmo), aí vejo desde vagas para auxiliar administrativo (leiam: peão de escritório/severino/faz tudo) à gerente financeiro, onde tenho mais experiência e até um certo mimo pela área.
E os anúncios são incríveis! Exemplo típico:

Auxiliar de recursos humanos
Cursando ensino superior ou formado em administração ou contábeis; boa desenvoltura com informática e digitação; habilidade com Windows¹ e pacote Office; experiência na área; domínio do sistema “orientador”²; facilidade de aprendizagem. (…)

¹ Não, ninguém que saiba mexer com informática compreende o complexo e randômico Windows. Todo mundo nasce operando BSD.
² Substitua pelo que quiser: Desbravador, CaféExpress5.0, PseudoPharma Plus, Érriagá Ágil, Navegante, Turista Master, Fuck-you-I-don’t-give-a-shit8.3, MSN Messenger Blocker, [insira o nome da sua mãe], tanto faz.
Raios, porque diabos você, empregador idiota, se importa tanto com um sistema escroto que só a sua lojinha de muambas possui? Você não quer um sujeito com facilidade de aprendizado, dinâmico e tudo mais? Então o sujeito que é muito melhor e tem muito mais experiência ou formação, não é capaz de assumir a sua vaga só porque ele nunca teve a “honra” de trabalhar com o sistema super legal que seu sobrinho “hacker” desenvolveu?
Mas não era pra ser, supostamente, alguém que aprende rápido?
Sério, eu não consigo fazer a ponte lógica entre isso. Aprendizado fácil, dinamismo e experiência num sistema que qualquer um pega as manhas e “domina” após 5 minutos fuçando. Se fosse Photoshop, Excel, SonyVegas, Corel, Access, entre outros programas realmente interessantes e mais complexos, tudo bem, justifica-se a experiência anterior, mas pra qualquer coisinha?
Depois eu tenho o desgosto de ver empresário metido a bem sucedido falando na mídia “ah emprego no mercado? Tem sim, não tem é pessoal qualificado.”
Claro…
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