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postheadericon Paranormal and Boring Activity

Pegue US$11.000,00 para fazer um filme, bole um roteirinho qualquer e principalmente, contrate uma turma tão boa em hypes e marketing de guerrilha quanto a turma do Google pra lançar novos produtos. Pronto, você tem um sucesso comercial!

Paranormal Activity (Atividade Paranormal por aqui, really?) não passa disso. Os posters do  filme nos EUA, por exemplo, chamam como “um dos filmes mais aterrorizantes de todos os tempos”. Longe disso. Aqui no Brasil eu não vi abusarem além do “não assista sozinho” e Poster de Atividade Paranormal“pesadelos garantidos”, o que parece mais aceitável. Realmente o tipo de filme que é capaz de te impressionar mais a longo prazo do que durante o consumo do mesmo. E eu particularmente não gosto de filmes capturados em primeira pessoa, e não me interessa se queriam dar o efeito de filme caseiro e ser a nova Bruxa de Blair, ás vezes simplesmente não funciona e você perde boa parte da ação. É diferente jogar TF2 e assistir um filme. Cada estilo de câmera para uma situação. YouTube? Okay. Um filme de 100 minutos? Não força! Além do mais, qual a vantagem de fazer parecer real, em 2009? O filme da Bruxa, tudo bem, era 1999, a internet não era a mesma e nas rodinhas do colégio a gente discutiu até que uns bons três meses até ter certeza que não. Hoje? Você sai do cinema, googla e tchau. Ás vezes descobre antes de assistir, como no meu caso.

Agora o que realmente interessa, é de terror ou é piada de mal gosto? Eu apostaria na segunda opção. Quem me conhece, sabe, não sou chegado no gênero, meu coração já sofre sozinho quando olho meu extrato bancário ou chegamos perto dessas datas comerciais que fazem você vender até as calças para presentear gente que você nem liga amorosas e familiares, como o natal, então eu evito esse sofrimento gratuito proporcionado pelos filmes. Eu faço até uma preparação psicológica pra encarar um filme que tem como gênero específico “terror”, mas resolvi ver, segurei minhas bolas, dei o telefone na mão da patroa com o número do serviço médico de urgência pré-discado pro caso de um ataque cardíaco e encarei. Depois que o filme acabou, fiquei com pena de não ter recomendado pro meu avô. Ele do alto dos seus 85, 86 anos, acha que não pode mais assistir terror, coitado, podia ver esse tranquilamente.

Citando a ótima crítica do Omelete:

fisicamente, seu monstro, se resume a pegadas em uma camada de talco e isso fez 120 milhões de dólares só nos Estados Unidos. A Johnson & Johnson deve estar orgulhosa.

É um filme que basicamente não tem sustos. Tem muitos mindfucks e situações que te deixariam confuso ou perturbado, especialmente se você for muito cético ou muito crédulo. Conversando com a Anne Becker e o Rafael Guglielmi, que assistiram no cinema e pela minha própria experiência, acabo por constatar que há muitos sustos baseados em som e poucos visuais. Mas poha, susto baseado em som dá na mesma que aquele seu irmão pentelho vir sorrateiramente espalmar um par de sandálias atrás de você, me parece até a Zorra Total do susto. Dá até vontade de gritar mais alto, só pra ver quem ganha.

Eu sinceramente desejaria as duas horas desperdiçadas da minha vida de volta, mas como não posso tê-las, recomendo que você também assista, tire as próprias conclusões e se possível, veja os dois finais – cinema e DVD. Sendo que o de DVD tem um susto a menos, mas um fim mais aceitável, embora não tão diferente.

E como bem disse a Manoela Bertelli, no post que lançou hoje sobre o mesmo filme – natural, já que assistiu comigo e compartilha de certa revolta -, eu prefiro, me divirto e até me assusto muito mais com o Assombrações (A Haunting) do Discovery Channel do que com essa porcaria de filme barato – e não me refiro ao orçamento.

Se quiser pagar pra ver, o filme está em cartaz em muitos cinemas do Brasil; se não quiser, procure na TorrentStore mais próxima.

ATUALIZAÇÃO
Como alguns se identificaram positivamente com o filme, deixo aqui as impressões da crítica de cinema de Veja, Isabela Boscov, que adorou o filme. O vídeo vale a pena principalmente por alguns detalhes sobre produção, filmagem e toda a melhoria para ser o sucesso comercial que tornou-se.

postheadericon A experiência This Is It!

Na última segunda (2), aproveitei o feriadão e a oportunidade de morar numa cidade em que todos somem para passar o dia assando no carro e se ferrando no trânsito as praias em dias assim para finalmente assistir, junto da patroa, o aguardado “Michael Jackson’s: This is it”.

Com ingressos à venda desde 28 de setembro e os meus em casa desde a segunda quinzena de outubro, não vou negar que estava ansioso, sobretudo por ser fã do sujeito. E não, antes que perguntem, eu não acredito nos casinhos de pedofilia, nem no suposto tratamento para “desnegralizar”, fatos que a mídia em geral adorava para vender um ou outro jornaleco a mais.

Sobre o cinema em si, nada muito excepcional. Umas 20 ou 30 pessoas na sala e no máximo havia um povinho isento (tm Morróida) enchendo o saco com seus super modernos celulares com câmera de um mega… três retardados(as) resolveram tentar gravar o filme. Mais ou menos uma tentativa lamentável de fazer um TS ali dentro, claro, com um celular fuleiro nas mãos, sem bateria suficiente, sem um tripé e com todos os leds piscando e tirando minha atenção. Adivinha o que eu fiz? Fui falar com eles? Não, isso seria muito pessoal e sem graça, me cocei e levantei da cadeira, indo logo aloprar o segurança do cinema, “hey amigo, estão pirateando o filme lá dentro, vem ver”, o que rendeu no mínimo a cena da noite. Infelizmente ele não expulsou os idiotas dali (confesso que era minha intenção), mas não vi aqueles celulares sairem mais de bolso algum nem pra ver a hora hahaha.

Cena de MJ's This is It
Mas falando especificamente sobre o que seria esta turnê, meu ponto aqui, é que os olhos brilharam e todo fã de MJ, não, todo fã de música se emocionaria. Vê a imagem acima? Isso era parte dos ensaios da turnê que teria o mesmo nome do filme. Um Michael completamente diferente daquele que se via e que era mostrado nas tevês do mundo. E um profissionalismo absurdo, assustador, mesmo!

O filme, que é uma compilação de ensaios diversos para o verdadeiro espetáculo que viria, não fosse a fatalidade, te traz à mente a idéia de que qualquer show que você já foi, por mais grandioso e diferente que fosse, não seria nada perto deste. Praticamente cada música tinha cenário, montagens e efeitos especiais próprios – e eu não falo de qualquer peão “voando” pendurado numa corda e com duas asas de isopor nas costas. Ali, só efeitos hollywoodianos!

shot_tii 

Aqui por exemplo, a entrada para Smooth Criminal. Thriller? Teria nova versão 3D, totalmente renovada e agora com efeitos dos anos 10, no more 80’s. E aí só melhora, há Jackson saindo de dentro de robô gigante (e perfeito), muito fogo no palco (eu teria traumas com fogo se fosse ele, Michael has cojones), luzes como em dia de show, fumaça, dançarinos, técnicos, todos trabalhando ao máximo, nos ensaios. Um profissionalismo assustador, de desafiar qualquer um de ter visto show melhor que o que a turma dele costumava chamar de ensaio.

Vale a pena também para conhecer o homem, o profissional, o perfeccionista que ensaiava à exaustão, reclamava ao primeiro deslize e exigia o máximo não só da equipe, mas de si mesmo. E quando entramos em músicas como Human Nature, ele passa a falar de sua relação com a natureza e toda a preocupação pessoal com isso. Outra celebridade que se preocupe com isso? Humm.. talvez um político e um músico irlandês, não muito mais que isso. E confesso que senti sinceridade naquelas palavras.

Vestuário também era coisa à parte. Como na primeira foto, ás vezes eles ensaiavam quase que de pijamas, conforto é essencial. E como nos shows, boa parte dos ensaios era em ritmo de… show, também nesse aspecto. Um show inesquecível com muita coisa bem feita, muita coisa legal e nova – e uma infeliz calça cegante, mas isso era menor.

Ontem dei uma volta no shopping e acabei me segurando para não assistir novamente caso houvessem ingressos. A mim, ficam duas certezas: o mundo perdeu o maior show jamais visto e eu vou atrás do Blu-Ray disso assim que sair em pré-venda.
Não é um filme. Não é um documentário. É uma grande experiência artística, pessoal e profissional, com música que poucos sabem fazer, se há quem faça.

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